O Governo Federal incluiu no Orçamento de 2026 a previsão de abrir mão de R$ 5 bilhões em receitas para viabilizar a criação de um regime tributário especial para data centers.
A medida, conhecida como ReData, busca corrigir assimetrias competitivas, desonerando a importação de equipamentos essenciais para o funcionamento dos data centers e criando condições para que o Brasil avance na atração de novos investimentos em infraestrutura digital.
Brasil como hub global de infraestrutura digital
O presidente da Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), Renan Lima Alves, destacou o impacto transformador da medida:
“Pelos nossos levantamentos, a aprovação do ReData pode destravar mais de R$ 1,5 trilhão em investimentos no Brasil em cinco anos, consolidando o país como hub global de infraestrutura digital. Esse volume não é só obra civil: ele puxa toda a cadeia — energia, equipamentos, serviços, conectividade e inovação — com impacto fiscal líquido positivo no médio prazo.”
Impactos esperados
- Investimentos: mais de R$ 1,5 trilhão previstos em 5 anos.
- Cadeia produtiva: benefícios não se limitam à construção de data centers; incluem energia, equipamentos, conectividade, serviços e inovação.
- Competitividade: Brasil poderá se consolidar como destino estratégico de investimentos em nuvem, inteligência artificial e economia digital.
- Fiscalidade: apesar da renúncia inicial de R$ 5 bilhões, a expectativa é de retorno líquido positivo no médio prazo.
Compromisso da ABDC
A ABDC segue engajada junto ao Governo e ao Congresso Nacional para apoiar a aprovação do ReData, fortalecendo a competitividade do Brasil no cenário global e garantindo um ambiente regulatório favorável para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura digital.
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